Tendência Comunista Internacionalista

A extrema fragmentação da esquerda extra-parlamentar é evidente. Onde está então a diferença entre nós e os outros grupos que apelam para a luta de classes e para o anticapitalismo?

Somos internacionalistas porque acreditamos que os interesses dos explorados são os mesmos em todo o mundo e que o comunismo não pode ser alcançado em uma única área geográfica, este é um mito que acreditou-se ser verdade, difundido por Stalin. Somos, portanto, visceralmente adversos ao stalinismo em todas as suas variantes, que por muito tempo foi confundido com o comunismo, tanto pela burguesia como por muitas gerações de trabalhadores que as viam com bons olhos. Ao estatalizarem as propriedades industriais, as redes de varejo, de terra e etc., permanece intacta em essência a relação típica do capitalismo e de seus componentes (mercadoria, dinheiro, salários, lucros, fronteiras, etc.). Não foi implementado o comunismo, mas uma forma particular de capitalismo: o capitalismo de Estado. A transformação da revolução em seu oposto, após 1917, em um bloco imperialista que cairia apenas 70 anos mais tarde, deveu-se ao fracasso da própria revolução no ocidente e ao grande cerco econômico do mundo capitalista armado para a União Soviética.

Nos confrontos entre a burguesia nacional e outra qualquer, desde a Palestina até os Países Bascos, nós estamos do lado do proletariado que deixa de lado as reivindicações territoriais e se confraterniza com os trabalhadores colocados na trincheira oposta. Fique claro que isto não é um apelo à passividade dos trabalhadores (vítimas de uma ocupação militar), mas sim à unidade de classe e ao derrotismo revolucionário, acima de quaisquer fronteiras burguesas. A chamada guerra de libertação nacional é uma armadilha sutil para ligar o proletariado e os deserdados aos interesses burgueses e reacionários.

Posicionamo-nos como referência política do proletariado, no primeiro lugar dos setores que estão cansados do sindicato, de qualquer sindicato, e isso não significa que tenha terminado a luta pela defesa dos interesses imediatos (salários, horários, taxas, etc.), muito pelo contrário, o sindicato de hoje em dia não é mais a forma através da qual os trabalhadores podem organizar e realizar efetivamente essas e outras lutas. O sindicalismo confederal se mostra atualmente como um instrumento de controle da luta de classes e da gestão da força de trabalho (por conta do capital), enquanto que o de base vai muito além das intenções individuais dos militantes, é uma arma contundente para os trabalhadores porque avança instâncias econômicas radicais sem jamais questionar as gaiolas jurídicas e econômicas impostas pelo estado burguês. A conduta dos sindicatos de base é ainda mais frustrante devido à crise, que comprometeu gravemente seus espaços à prática de uma política reformista.

A verdadeira alternativa ao sindicalismo é, na nossa visão, a auto-organização das lutas, que nascerão espontaneamente fora dos sindicatos e contra os mesmos. Estas lutas precisam partir dos trabalhadores, com o intuito de escolherem autonomamente as formas mais eficazes de mobilização, que irão muito além da compatibilidade do sistema. As lutas pelos interesses imediatos não devem nunca, no entanto, afastarem-se dos interesses gerais da classe - a superação do capitalismo - e a estes devem estar constantemente ligados.

Somos antiparlamentaristas: querer dar um direcionamento proletário “desde a base, desde a raíz mais profunda” significa, para as instituições, concebê-las injustamente como uma entidade neutra, quando na realidade elas são a estrutura que a burguesia usa para impor a sua regra. A participação em governos burgueses e nos parlamentos dos vários partidos que se denominam comunistas foi desde sempre a filha da renúncia à perspectiva revolucionária e à aceitação da paz democrática (que descansa, lembremo-nos!, sob os fuzis burgueses).

A superação do capitalismo só é possível através de uma revolução, isto é, somente com a conquista do poder político do proletariado que se encontra de fora e contra todos os canais da pseudodemocracia burguesa (eleições, reformas, etc.), mecanismos concebidos especialmente para evitar qualquer mudança radical na sociedade. Os fóruns da nossa "democracia", os órgãos de poder da revolução, serão os conselhos proletários, as assembléias de massa nas quais as tarefas serão confiadas com mandatos específicos e revogáveis a qualquer momento.

Tais organizações não se tornarão nunca reais órgãos do poder proletário sem a aprovação de um programa claro e direcionado à abolição da exploração e, portanto, à eliminação de classes, a uma sociedade de "produtores livremente associados" que trabalham para as necessidades humanas. Este programa não cairá do céu, mas da dedicação consciente da classe trabalhadora, que se esforça para compreender as lições de lutas passadas, reunindo-se internacionalmente para formar um partido que lute internamente nos conselhos contra o capitalismo a favor do socialismo; não um partido de governo que se ache substituto da classe, mas um partido de mobilização e de liderança política com base no programa. Somente se os setores mais avançados do proletariado se colocarem na liderança política do partido o percurso revolucionário entrará no meio do caminho da transformação socialista.

O P.C. Internacionalista (Batalha Comunista) nasceu com estes mesmos objetivos durante a Segunda Guerra Mundial (1943) e se caracterizou por ter condenado ambos lados como imperialistas. Suas raízes estão na Esquerda Comunista Italiana que desde 1920 havia condenado a degeneração do Internacional Comunista e a Stalinização imposta a todos os partidos que a compunham. Nos anos 1970-80 promove uma série de palestras que preparam o nascimento do Instituto Internacional para o Partido Revolucionário e, finalmente, o da Tendência Comunista Internacionalista (2009).

Nós existimos para o partido, mas não somos o partido, nem o seu único embrião. A nossa tarefa é a de participar em sua construção, intervindo em todas as lutas da classe, tentando amarrar as demandas imediatas do histórico programa: o comunismo.

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